As pessoas são tão maldosas. Eu jamais serei capaz de entender a maldade, o veneno que há na humanidade. A maior parte parece ser incapaz de sentimentos puros, indubitáves como o meu amor por ti é. E não contentes em ser incapazes, muitos querem por em dúvida tudo o que há entre nós. Eu sei que essa foi uma semana difícil. Eu estive tão ausente, eu te deixei tão só. Me perdoe. Mas eu quero que saiba, e não duvides nunca meu amor, você é a razão da minha existência. Por mais longe que eu esteja, cada pensamento meu é para você. Cada batida deste inútil coração é por você. Cada sorriso tão raro nesses dias conturbados é você quem traz aos meus lábios. Eu gostaria de ter mais que palavras a te oferecer, mais do que palavras para comprovar a veracidade do que digo, mas palavras são tudo o que tenho. Então, por favor acredite nelas. Mas acredite apenas nas minhas palavras. Não se deixe abalar por palavras alheias, de quem nem sabe o que se passa dentro de mim. Apenas eu sei, e mesmo eu jamais serei capaz de expressar tudo que vai no meu coração. Mas é profundo, é sincero, é inabalável. É eterno. Quando eu estiver distante, apenas reflita sobre tudo que eu digo a você. E lembre, lembre cada momento que passamos, sobre como você e eu somos tão perfeitos juntos, sobre como eu não sou nada sem você, e verás que nunca houve nem haverá motivos para ter medo ou insegurança. Eu sou sua, apenas sua. E para sempre serei. Confie e acredite meu anjo. Não há quem possa te amar assim, e… eu não sou capaz de prosseguir sem você. Em cada dia em que eu estiver distante, lembre-se sempre que apenas meu corpo não pode alcançar o seu, mas o meu coração, a minha alma… Estes pertecem a você, e permanecem com você, não importa o quão longe eu vá. É eterno, meu amor. É eterno. Direi mil vezes até que entenda, direi mil vezes até que todos aceitem. É eterno
Paula Carvalho
Insonia e azia. Há quantas horas rolo pela cama sem conseguir dormir? Faco pesquisas aleatorias no google pra me distrair. Estou sem humor para redes sociais. Sim, penso que sou terrível e lamentávelmente anti-social. Antipática até. Não curto mais jogar conversa fora. Quando será que me tornei assim? Contrariando tudo isso, meu anseio mais desesperado seria ter alguém aqui. Mas alguém que apenas me abraçasse, e me fizesse um cafuné, sem necessidade de despejar palavras. Percebo que adoro o som que o silêncio faz. E que o tic tac do relógio de cabeceira está me irritando. Levanto. Sinto fome. Penso em tomar café. Recordo que já estou insone, e também há alguns dias que achei inteligente substituir café por chá, afinal, ultimamente, necessito muito mais de calma do que de energia. Faço o tal chá. Tem gosto bom até. Estou me habituando. Quem precisa de café? Penso vagamente que quando for trabalhar, haverá apenas café, ou água. Não importa tanto agora. Pego um livro sem graça na estante a fim de adormecer. Das centenas de livros que acumulei, esse é um dos poucos que não terminei. Algumas páginas depois, sinto sono, ou tédio. Apago a luz e começo a rolar novamente na cama, mais ou menos em pânico por ter que levantar em duas horas. Penso que seria maravilhoso esquecer os compromissos de mais tarde e dormir sem preocupação. Entro em debate comigo mesma sobre a ironia de não ter liberdade para dormir, sendo que não consigo.dormir. Afinal, a vida é mesmo toda essa falta, de liberdade, de sono… E de sentido.
Paula Carvalho, Insônia, azia e chá.
Ultimamente, sinto tantos medos. Desnecessários, absurdos, incoerentes… Todavia, inevitáveis. Fico repetindo a mim mesma, fique calma, tudo vai dar certo, mas antes de terminar meu patético mantra percebo como este é clichê, nada aliviante e extremamente vazio. E me sinto tão cheia, de solidão, de impotência. Refém dos terríveis monstros da insegurança, da apatia e da insônia. Palavras já não me acalmam, mas ainda assim, queria ouvi-las. De você. Por que o timbre da sua voz me distrai desse inferno que crio em minha mente pertubada. Vem, e me abraça forte? Que nos teus braços estou a salvo dos monstros. Cheguei a tal ponto de fragilidade emocional que não sei mais se consigo sozinha.
Paula Carvalho, Medos e Insônia.
Eu li por ai, que quando você realmente gosta de alguém, não deve confessar o seu sentimento. Isso por que o objeto da sua afeição começa a sentir-se seguro, e adquire poder sobre você. Sei o que você deve estar pensando. “Você lê demais garota”, e posso até imaginar sua expressão enquanto me diz isso, um tanto aborrecida e ainda assim com o sorriso mais lindo desse mundo. Sim, eu gosto de você. E gosto tanto que me magoa só imaginar que você não dedique o mesmo sentimento a mim. Só que por mais que eu saiba que não devo demonstrar isso a você, já é tarde demais. Minha paixão é mais que óbvia. Eu sempre soube que as pessoas que amamos são aquelas que realmente têm o poder para nos magoar. Mas igualmente, as pessoas que amamos, são as que têm a chave da nossa felicidade. Se eu disser que o amo, o que irá escolher fazer com esse poder?
Paula Carvalho, Amar ou não amar, eis a questão.
Mesmo entre todas as minhas dúvidas, mudanças de planos e alterações de humor repentinas, há uma única coisa nunca mudou: o sentimento e vontade de estar sempre com você. Para sempre.

Paula Carvalho

Não é que eu economize um “eu te amo”. Não tenho medo de gastar amor, acho mesmo que amor é para se dar em excesso, para transbordar. O que eu não gosto é de gastar emoção. Eu te amo não é bom dia. Clichê, mas é fato. Que graça vai ter se todas as vezes em que você me visse, dissesse que me ama? Chegaria ao ponto que teria o mesmo efeito que dizer “vamos ao cinema amanhã”. Eu quero dizer eu te amo quando sentir meu coração apertar de tanto amor, e não conseguir mais conter essa emoção dentro de mim. E quero que veja a sinceridade em mim, e que minhas palavras alcancem não os seus ouvidos, mas também o seu coração. E que ele sufoque um pouco junto com o meu.
Paula Carvalho
E eu, de repente, me peguei com saudade de você. Só por que chove, e a chuva é tão… tão você. Me faz voltar no tempo, voltar àquelas tardes tão distantes, em que não tinhamos nada para fazer, e nem queríamos fazer nada, que não fosse apenas estar juntos. Ouvindo o som da chuva, eu posso quase ouvir sua voz, cantando baixinho só pra mim. E vejo a água caindo, escorrendo devagar pelo meu rosto, molhando a página que eu lia antes de ser assombrada pela sua lembrança. E percebo que já não chove apenas lá fora, chove aqui, dentro de mim. Chove por que você era o meu sol, toda a minha luz, e se foi. Eu já não sei quanto tempo faz, eu já nem me lembro mais, as razões, os motivos, as circunstâncias. Aprendi a afastar a dor, a afastar você, e me tornei perita nisso, especialista na arte de fingir, fingir que você não existe, fingir que a melhor parte da minha vida nunca foi real. Como se tudo tivesse sido um breve sonho. Mas eu sou apenas humana, não posso negar meus sentimentos, as batidas do meu coração estúpido o tempo todo. E não sei, talvez por que o tempo lá fora esteja tão ironicamente refletindo a minha tempestade interior, hoje eu falhei em te esquecer. Deixo as lembranças voltarem a minha mente, porque não há nada que eu possa fazer para evitar, me sinto frágil demais no momento, e adio o momento de me despedir novamente de você, de enterrá-lo bem no fundo da minha alma. Relembro cada palavra e pequeno gesto de amor. Os menores são os que possuem maior significado para mim. Como aquela vez em que você deixou um bilhete meio amassado na minha agenda. Mesmo sabendo que logo vou me arrepender, por me permitir essa fraqueza, talvez valha a pena esse pequeno resquício de felicidade, embora a dor vá me consumir depois. Afinal, ao longo desses anos, tudo que tenho feito é deixar para depois, e mesmo assim você continua tão entranhado em mim, talvez seja tudo apenas inútil, todo esse esforço. Talvez você seja eterno em mim. Mas… Deixo pra me preocupar e descobrir mais tarde. Por enquanto, você está cantando para mim, nos meus sonhos. E isso vale qualquer dor, por mais intensa que seja.
Paula Carvalho, sobre a chuva em mim.
É tão estranho o conceito atual de “eternidade”. Para mim, ou as pessoas não sabem usar o dicionário, ou então eu é que estou tremendamente desatualizada. Quem sabe, talvez em algum momento desses em que estive trancada dentro do meu quarto, sem querer ver nem falar com ninguém, aprendendo a lidar com a minha dor, tenha saido uma nova edição do Aurélio, totalmente revisada. E revisada assim, de um modo que as pessoas não tenham que se preocupar com o peso de suas palavras. “Eternidade” provavelmente significa “vocábulo útil para iludir pessoas ingênuas, fazendo-as pensar que aquilo que é meramente momentâneo possa se entender por tempo indeterminado.” Amor eterno é uma piada, aprendi isso contigo. Mas o meu coração ainda não entendeu a graça.
Paula Carvalho, sobre conceitos errôneos.
Meu coração palpita dolorosamente longe de você. Meu corpo se retorce em agonia, na ausência do teu. Minhas mãos tremem, impacientes por tocar-te. E minha boca fica seca, necessitada loucamente do teu gosto, da tua língua, da tua saliva. Meu humor oscila, estou bipolar, indecisa entre a raiva e a depressão. Você não me sai do pensamento. Eu acordo, eu respiro, suspiro, eu vivo você. Espero ansiosa pela hora de te ver, de correr para os teus braços, ganhar o teu abraço, me aninhar no seu peito. Deixar minha cabeça descansar no teu ombro, enquanto acaricia meus cabelos. Você é o único que eu deixo tocar em meu cabelo. Você é o único em tantas coisas para mim. Indubitavelmente, não me importaria se fosse a única coisa existente no Universo. Eu espero tanto por você, e quando constato que hoje não, não terei minha dose tão doce e vital de você, a abstinência se abate sobre mim. E me tortura, me enlouquece, me mata aos poucos. Eu nunca tive um vício, então não posso afirmar com certeza, mas imagino que seja essa a sensação. O desespero insuportável em querer, e não ter. Mais do que o querer, a necessidade. Eu preciso tanto de você.
Paula Carvalho, sobre o vício que não tenho intenção de curar.
Há uma infinidade de palavras que eu sempre quis lhe dizer, mas nunca encontrei a maneira certa. Mesmo agora, quando paro e tento organizar meus pensamentos, verbalizar meus sentimentos, a confusão se torna uma constante. Então me desculpe, meu amor, se tudo isso lhe parecer estranho, e nada fizer sentido. Para mim também não faz. Existem detalhes de você que eu amo profundamente, e ao mesmo tempo, eu os detesto. Assim, eu amo o seu sorriso. Amo a maneira como seus olhos se iluminam ao sorrir, e aquela ruguinha no meio da sua testa se desfaz, suavizando sua expressão. Sou louca pela sua risada, pra mim, é o som mais gostoso do mundo. E um dia, ainda vou gravá-la, só para ficar ouvindo naqueles momentos em que a saudade aperta (sempre). Eu adoro a sensação das suas mãos geladas nas minhas mãos quentes, e o arrepio que me dá, que atinge não só a minha pele, mas que chega ao coração. Eu gosto de conversar com você, de discordar de quase tudo que você diz. Essas pequenas coisas, que me fazem tão feliz, são as mesmas que me angustiam. Na verdade, a ausência de tudo isso, a sua ausência, é o que me desespera, me tira o sono, me rouba a vontade. Por isso, algumas vezes eu quase detesto tudo que eu amo em você. Por que me faz falta, até demais, e por vezes, querer e não poder te ter, dói tão forte… Ainda assim, eu em juízo perfeito nunca trocaria o que tenho contigo por nada no mundo. Eu prefiro cem mil vezes a felicidade, mesmo que ocasionalmente acompanhada da angústia, que tenho ao seu lado, a toda a paz que eu teria sem você. Tudo o que sinto por você é razão suficiente para quebrar velhas regras e conceitos, e eu nunca me arrependi, nem por um segundo.
― Paula Carvalho.